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Canceriana. Que faz artes com o corpo. Portoalegrense de nascimento, brasiliense de coração. Ou seja, dividida entre dois amores...

sábado, 3 de dezembro de 2016

Das profecias...

Há 17 anos, numa das minhas inúmeras mudanças, uma amiga jogou cartas. Dizia ela que tanto fazia x ou y, qualquer lugar que eu fosse seria passageiro. Meu lugar era z. Descreveu a cidade e, como era gaúcha, usou como referência uma cidade local. Disse-me: parece... Nunca morei na cidade citada.
Nos últimos 17 anos, morei em seis cidades. Algumas vezes me mudei por causa do jornalismo. Outras, em função da dança.
Há cerca de 10 anos, participei do "Mulheres reais", do então Banco Real. Histórias escolhidas a partir da pergunta: o que você já fez por um sonho, viravam comercial no GNT. Contei que havia deixado a gerência de Comunicação de uma estatal, em Brasília (cidade que amo), para ir para São Paulo fazer faculdade de dança. Contei que ouvi que era velha para fazer isso... (Eu tinha 28 anos quando fiz a mudança).
Por causa da dança, deixei Brasília uma segunda vez e fui fazer mestrado e doutorado na Bahia. Fiquei três anos lá. Em maio, me exonerei da universidade onde dava aulas e voltei para o Rio Grande do Sul. No dia em que me exonerei, fiquei pensando: mas a dança foi a escolha certa? Essa dúvida me doía. Eu danço desde os três anos...
Um belo dia, acordo na casa de uma amiga e, quando saio para a rua, olho ao meu redor. Será? Eu pensei. Eu vi, naquela hora, a cena descrita há 17 anos. Beijei a correntinha da santa que minha irmã me deu (não sou católica, mas serviu como um patuá) e saí para fazer aquilo que eu acho que sei fazer...
Pois bem, ao que tudo indica, eu vou viver lá, na cidade citada. E mais, eu vou viver da dança.

sábado, 19 de novembro de 2016

terça-feira, 8 de novembro de 2016

ADVERTÊNCIA

De vez em quando é preciso lembrar: nem tudo é real. As histórias em Ela pensa que é literatura e Pensamentos soltos ao vento podem ser inspiradas em fatos verídicos. Mas, quem conta um conto, aumenta um ponto. Do mesmo modo, mesmo tendo a vida real como inspiração, não significa que seja a minha vida real. Adoro prestar atenção ao meu redor, ouvir histórias dos outros. E contá-las. Também não significa que a data de publicação seja a de escrita, nem próxima ao fato que a inspirou. Sempre é bom lembrar... Porque as pessoas leem e criam fantasias.